quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Solidão e Solidariedade de Ana Philippsen...
Não gosto de lágrimas, ainda em olhos de mulheres, sejam ou não bonitas; são confissões de fraqueza, e eu nasci com tédio aos fracos. Ao cabo, as mulheres são menos fracas que os homens,ou mais pacientes, mais capazes de sofrer a dor e a adversidade...Deixa uns desanimados, outros bem felizes...
M...
Prá te encontrar
Não estou ao seu lado
Mas posso sonhar
Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá...
Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá...
Longe daqui
Longe de tudo
Meus sonhos vão te buscar
Volta prá mim
Vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar
Larará! Lararára!...
Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá...
Lá! Larará! Larará!
Lá! Larará! Larará!
Aonde quer que eu vá
Lá! Larará! Larará!
Lá! Larará! Larará!
Lá! Larará! Larará!
Aonde quer que eu vá...
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
O Fantasma da Opera seguindo o Último Templário...
Por vezes a indecisão é total, por vezes funde-se confunde-se ... tristeza alegria ... angústia felicidade ... deprimente sorridente ... um palco bem montado onde todos os sentimentos são possíveis, apenas, com algo a que chamamos estados de humor.
Breve Soneto angústia-felicidade...
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Morae
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Solidariedade?
Sou ligado pela herança do espírito e do sangue
Ao mártir, ao assassino, ao anarquista.
Sou ligado
Aos casais na terra e no ar,
Ao vendeiro da esquina,
Ao padre, ao mendigo, à mulher da vida,
Ao mecânico, ao poeta, ao soldado,
Ao santo e ao demônio,
Construídos à minha imagem e semelhança.
Murilo Mendes
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Todo Mundo Se Machuca | |
| Quando seu dia é longo | |
| E a noite, a noite é solitária, | |
| Quando você tem certeza de que já teve o bastante desta vida, | |
| Continue em frente | |
| Não desista de si mesmo, | |
| Pois todo mundo chora | |
| E todo mundo se machuca, às vezes... | |
| Às vezes tudo está errado, | |
| Agora é hora de cantar sozinho. | |
| Quando seu dia é uma noite solitária (aguente firme, aguente firme) | |
| Se você tiver vontade de desistir (aguente firme) | |
| Se você achar que teve demais desta vida, | |
| Para prosseguir... | |
| Pois todo mundo se machuca, | |
| Consiga conforto em seus amigos. | |
| Todo mundo se machuca... | |
| Não se resigne, oh, não! | |
| Não se resigne | |
| Quando você sentir como se estivesse sozinho. | |
| Não, não, não, você não está sozinho... | |
| Se você está sozinho nessa vida, | |
| Os dias e noites são longos, | |
| Quando você sente que teve demais dessa vida para seguir em frente | |
| Bem, todo mundo se machuca | |
| Às vezes, todo mundo chora | |
| E todo mundo se machuca, às vezes | |
| Mas todo mundo se machuca, às vezes | |
| Então aguente firme, aguente firme, aguente firme... | |
| aguente firme, aguente firme... | |
| Todo mundo se machuca | |
| Você não está sozinho... |
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
O que eu me tornei???
Machuquei
Machuquei a mim mesmo hoje
Eu focalizo a dor
Pra ver se eu ainda sinto
É a única coisa real
A agulha abre um buraco
A velha picada familiar
Tento matá-la de todos os jeitos
Mas eu me lembro de tudo
O que eu me tornei?
Meu doce amigo
Todos que eu conheço vão embora
No final
E você poderia ter tudo isso
Meu império de sujeira
Eu vou deixar você pra baixo
Sentando no meu trono de mentiras
Cheio de pensamentos quebrados
Que eu não posso consertar
Debaixo das manchas do tempo
Os sentimentos desaparecem
Voce é outro alguém
Eu ainda estou bem aqui
O que eu me tornei?
Meu doce amigo
Todos que eu conheço vão embora
No final
E você poderia ter tudo isso
Meu império de sujeira
Eu vou deixar você pra baixo
Eu vou fazer você sofrer
Se eu pudesse começar de novo
A milhões de milhas daqui
Eu poderia me encontrar
Eu poderia achar um caminho...
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Meu aniversário... único presente válido!
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus, não pude dar
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão, que em minha porta bate
E eu
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você
Eu corro fujo desta sombra
Em sonhos vejo este passado
E na parede do meu quarto
ainda está o seu retrato
Não quero ver pra não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
o pensamento em você...
E eu
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Dias de Luta
Só depois de muito tempo
Fui entender aquele homem
Eu queria ouvir muito
Mas ele me disse pouco...
Quando se sabe ouvir
Não precisam muitas palavras
Muito tempo eu levei
Prá entender que nada sei
Que nada sei!...
Só depois de muito tempo
Comecei a entender
Como será meu futuro
Como será o seu...
Se meu filho nem nasceu
Eu ainda sou o filho
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?
Cantar depois!...
Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?...
Só depois de muito tempo
Comecei a refletir
Nos meus dias de paz
Nos meus dias de luta...
Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
EU não existo...kkkkkk...EU, logo EU não existo...
Quem sou? Um louco... tolo... anti-social... desequilibrado?
Procurei na existência alguém que nem sequer existe... foram-se anos... meses... dias e noites... que gargalham...
Sim gargalham da estupidez de alguém que pensa que existe... dentes dantescos soam e ecoam nas montanhas num ruído infernal... ferino... imagens satânicas se criam do nada... o inocente pensa que vive... como se a vida existisse... festejam o funeral daqueles que criaram...
Não! não existimos... é tudo muito funesto a medonha imagem... o eco do sorriso marcando o tempo... porque vivendo teria uma hora marcada... eco macabro, que percorre a terra...
Não te enganes... florindo as árvores, correndo o rio... enchendo o mar... o vazio da noite... os pingos da chuva que caem gemendo nas folhas das árvores...
Pensamos que vivemos... nas profundezas dos olhares... vejo que não existem... olhe no fundo da existência... as flores nascendo... o choro do esquecimento findado... não houve... não foi... não existiu... Vida! onde está este ser?
Senão naquela Morada... onde te ensinei o caminho... leve contigo as pessoas que sabem de nos... elas serão testemunhas... sei que não acreditas... mas lá encontrarás a mim...
Não te consolo pois estou inconsolável... como pude sonhar e não acordar... se um dia eu vier a despertar e lembrar que sonhei...
Vida! estarei feliz e viverei deste sonho.
Eu não existo!
Autor: Sincero o Único.
Um dia hei de renascer numa grande cidade de outro sistema planetário, no passado ou no futuro, onde uma única montanha de 5 quilômetros de altitude se recorta no céu azul - com toda a compaixão que sinto dentro de mim, a única coisa que vou precisar é da sabedoria da terra."
Jack Kerouac
Mantenha o seu foco no melhor que você possa imaginar e permita que uma visão positiva o impulsione para frente!!!
Jack Anderson
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
A sociedade cria seus próprios vilões e depois querem simplesmente "eliminá-los".
Essa é uma realidade que a sociedade prefere ignorar.
Tocando em Frente
Almir Sater
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia.
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
e no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz
terça-feira, 29 de setembro de 2009
História da tecnologia, a tecnologia da revolução, nanotecnologia, computadores, avanços tecnológicos, telecomunicações, tecnologia na medicina, informática.
1454 - O alemão Johann Gutenberg. inventa a máquina chamada de Imprensa. Com está máquina o homem passou a produzir de forma mais rápida e eficiente, os livros. Esse invento causou uma revolução na cultura da época.
1590 - O holandês Zacharias Janssen (1580-1638?) fabrica o microscópio, utilizando técnicas usadas na fabricação de lentes para óculos.
1592 - O astrônomo e inventor italiano cria o primeiro termômetro utilizando o sistema de água para a medição de temperatura.
1643 - O cientista italiano Evangelista Torricelli inventa o barômetro para medir a pressão atmosférica.
1707 - O físico inglês John Floyer inventa o relógio de pulso.
1712 - O engenheiro inglês Thomas Newcomen inventa a máquina a vapor.
1800 - O físico italiano Alessandro Volta cria a bateria elétrica.
1839 - O artista e pesquisador francês Louis-Jacques-Mandé Daguerre tira a primeira fotografia, com sua máquina chamada daguerreótipo.
1860 - O inventor belga Jean-Joseph-Etienne Lenoir desenvolve o primeiro motor a explosão.
1876 - O americano Alexander Graham Bell inventa o telefone, possibilitando a comunicação entre pessoas situadas a longas distâncias.
1879 - O americano Thomas Alva Edison inventa a lâmpada elétrica.
1901 - É criado o rádio pelo italiano Guglielmo Marconi.
1903 - Os irmãos Wright pilotam o primeiro avião.
1904 - Criadas pelo engenheiro inglês John Ambrose Fleming surgem as válvulas eletrônicas.
1906 - O brasileiro Alberto Santos Dumont voa em paris no 14 bis e passa também a ser considerado um dos pais da aviação junto com os irmãos Wright.
1941 - O engenheiro inglês Frank Whittle desenvolve o avião a jato.
1943 - A empresa japonesa Motorola lança no mercado o walkie-talkie.
1945 - Os EUA detonam no deserto do Novo México a primeira bomba atômica.
1946 - O engenheiro americano Vannevar Bush desenvolve um computador usando válvulas de rádio.
1947 - A televisão começa a chegar nos lares de pessoas de todo o mundo.
1948 - Começam a ser utilizados os chips de silício e as válvulas eletrônicas.
1956 -O pager é lançado nos Estados Unidos.
1961 - Lançada a Vostok, a primeira nave espacial tripulado por ser humano a sair da atmosfera terrestre.
1965 - Lançados os primeiros satélites de comunicação. Inaugura uma nova era na transmissão de dados eletrônicos.
1972 - Os discos laser são lançados revolucionando a indústria fonográfica.
1977 - Lançado nos Estados Unidos o primeiro telefone celular.
1981 - Primeira viagem de um ônibus espacial.
1995 - Dave Wineland e Chris Monroe desenvolvem o primeiro transistor do tamanho de um átomo.
1998 - Lançado no Brasil os primeiros DVDs.
1999 - A Internet cresce no mundo todo em velocidade impressionante. Os arquivos de MP3 começam a ser usados e transmitidos pelas ondas da Internet.
Os gregos e o infinito, Cálculos Matemáticos, Complicar para simplificar, método científico, Revolução matemática , história da matemática, áreas da Matemática.
Abaixo, um pequeno histórico da evolução histórica da matemática :
520 a.C. - O matemático grego Eudoxo de Cnido define e explica os números irracionais.
300 a.C. - Euclídes desenvolve teoremas e sintetiza diversos conhecimentos sobre geometria. É o início da Geometria Euclidiana.
250 - Diofante estuda e desenvolve diversos conceitos sobre álgebra.
500 - Surte na Índia um símbolo para especificar o algarismo zero.
1202 - Na Itália, o matemático Leonardo Fibonacci começa a utilizar os algarismo arábicos.
1551 - Aparece o estudo da trigonometria, facilitando em pleno Renascimento Científico, o estudo dos astros.
1591 - O francês François Viète começa a representar as equações matemáticas, utilizando letras do alfabeto.
1614 - O escocês John Napier publica a primeira tábua de algorítimos.
1637 - O filósofo, físico e matemático francês René Descartes desenvolve uma nova disciplina matemática : a geometria analítica, com a misitura de álgebra e geometria.
1654 - Os matemáticos franceses Pierre de Fermat e Blaise Pascal desenvolvem estudos sobre o cálculo de probabilidade.
1669 - O físico e matemático inglês Isaac Newton desenvolve o cálculo diferencial e integral.
1685 - O inglês John Wallis cria os números imaginários.
1744 - O suíço Leonard Euler desenvolve estudos sobre os números transcendentais.
1822 - A criação da geometria projetiva é desenvolvida pelo francês Jean Victor Poncelet.
1824 - O norueguês Niels Henrik Abel conclui que é impossível resolver as equações de quinto grau.
1826 - O matemático russo Nicolai Ivanovich Lobachevsky desenvolve a geometria não euclidiana.
1931 - Kurt Gödel, matemático alemão, comprova que em sistemas matemáticos existem teoremas que não podem ser provados nem desmentidos.
1977 - O matemático norte-americano Robert Stetson Shaw faz estudos e desenvolve conhecimentos sobre A Teoria do Caos.
1993 - O matemático inglês Andrew Wiles consegue provar através de pesquisas e estudos o último teorema de Fermat.
- Álgebra
- Geometria
- Geometria Analítica
- Porcentagem
- Trigonometria
- Estatística
- Educação Matemática
sábado, 26 de setembro de 2009
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro sangue, puxando carroça
Um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra,
vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário.
Muito prazer me chamam de otário
por amor às causas perdidas.
Tudo bem, até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem, seja o que for
seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas
tudo bem...até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
muito prazer...ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
A tarde encerra mais cedo,
Meu mundo ficou pequeno
E eu sou menor do que penso.
O bagual tá mais ligeiro,
O braço fraqueja as vezes
Demoro mais do que quero
Mas alço a perna sem medo.
Encilho o cavalo manso,
mas boto o laço nos tentos,
Se força falta no braço,
Na coragem me sustento.
(Se lembra o tempo de quebra
A vida volta prá traz
Sou bagual que não se entrega,
Assim no mais.)
Nas manhãs de primavera
Quando vou para rodeio,
Sou menino de alma leve
Voando sobre o pelego.
Cavalo do meu potreiro
Mete a cabeça no freio.
Encilho no parapeito,
Mas não ato nem maneio.
Se desencilha o pelego
Cai o banco onde me sento,
Água quente de erva buena,
para matear em silêncio.
Neste fogo onde me aquento,
Remôo as coisas que penso,
Repasso o que tenho feito,
Para ver o que mereço.
Quando chegar meu inverno,
Que me vem branqueando o cerro,
Vai me encontrar venta-aberta
De coração estreleiro.
Mui carregado dos sonhos,
Que habitam o meu peito
E que irão morar comigo
No meu novo paradeiro.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
De mirar ao longe o horizonte largo
É o contraponto de beber auroras
Quando cevo a alma pra sorver o amargo
Esse silêncio que me traz distância
Que me agranda o canto entre campo e céu
É o contraponto de acender o fogo
Meço um metro e pouco da espora ao chapéu
Essa coragem de pelear de adaga
De ser um gigante pela liberdade
É o contraponto de ajuntar terneiros
E acenar aos velhos e ter humildade
Essa audácia de buscar o novo
Sem pisar no rastro e reacender as brasas
É o contraponto de ter prenda e filhos
E ficar tordilho ao redor 'das casa'."
"...Um arreio já surrado e a velha gaita
um poncho nos ombros e um chapéu
um jeito de quem ta indo
sem ter data pra voltar
sem saber que pra sonhar
não adinta olhar pra o céu
Vai uma saudade e mais nada
uma esperança emalada
quando um gaúcho pega a estrada..."
Gritos de Liberdade
Relincho de baguais faíscas ao vento
O brado terrunho do punho farrapo
Num bate cascos medonho ao relento
Peleando em favor da pampa a pilcha sovada em tiras
Marcando fronteira provou lealdade
Livrando os trastes da campa na ventania rusguenta
Pranchando adaga gritos de liberdade
Vento, cavalo, peão (marca de cascos no chão),
Fronteiras em marcação (nosso ideal meu rincão)
Em noites em que o minuano assusta os cavalos
Escuto o tropel dos centauros posteiros
Almas charruas cavalgam coxilhas
Guardando as fronteiras do sul brasileiro
Peleando em favor da pampa a pilcha sovada em tira
Marcando fronteira provou lealdade
Livrando os trastes da campa na ventania rusguenta
Pranchando adaga a gritos de liberdade
Vento, cavalo, peão (marca de cascos no chão)
Fronteiras em marcação, (nosso ideal meu rincão)
Potro Sem Dono - Dedico está postagem ao Thiagão!
Que parte em busca do pago e num galope dispara
Rasgando a coxilha ao meio
Mordendo o vento na cara.....
Bebe o horizonte nos olhos, empurra a terra pra trás.
Já vai bem longe a figura, mostra o caminho tenaz.
A humanidade sofrida,
Que luta em busca da paz.
Vai potro sem dono, vai livre como eu.
Se a morte lhe faz negaça,
Joga a vida com a sorte.
Despresando a própia morte,
Não se prende a preconceito.
Nem mata a sede com farsa,
Leva o destino no peito.
Na seiva da madrugada,
Vai florescendo a canção.
Aquece o fogo de chão,
Enxuga meu pranto de ausência,
Nesta guitarra campeira,
Velho clarim da querência.
sábado, 19 de setembro de 2009
seus olhos possam lembrar de mim, quando sua mente
me esquecer'
O passado é uma cortina de vidro.
Felizes os que observam o passado para poder caminhar no futuro.
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
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Sere Nere | |
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| Ripenserai agli angeli | |
| Al caffè caldo svegliandoti | |
| Mentre passa distratta la notizia di noi due | |
| Dicono che mi servirà | |
| Se non uccide fortifica | |
| Mentre passa distratta la tua voce alla tv | |
| Tra la radio e il telefono risuonerà il tuo addio | |
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| Di sere nere | |
| Che non c'è tempo | |
| Non c'è spazio | |
| E mai nessuno capirà | |
| Puoi rimanere | |
| Perché fa male male | |
| Male da morire | |
| Senza te | |
| Senza te | |
| Senza te | |
| | |
| Ripenserei che non sei qua | |
| Ma mi distrae la pubblicità | |
| Tra gli orari ed il traffico lavoro e tu ci sei | |
| Tra il balcone e il citofono ti dedico i miei guai | |
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| Di sere nere | |
| Che non c'è tempo | |
| Non c'è spazio | |
| E mai nessuno capirà | |
| Puoi rimanere | |
| Perché fa male male | |
| Male da morire | |
| Senza te | |
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| Ho combattuto il silenzio parlandogli addosso | |
| E levigato la tua assenza solo con le mie braccia | |
| E più mi vorrai e meno mi vedrai | |
| E meno mi vorrai e più sarò con te | |
| E più mi vorrai e meno mi vedrai | |
| E meno mi vorrai e più sarò con te | |
| E più sarò con te, con te, con te | |
| Lo giuro | |
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| Di sere nere | |
| Che non c'è tempo | |
| Non c'è spazio | |
| E mai nessuno capirà | |
| Puoi rimanere | |
| Perché fa male male | |
| Male da morire | |
| Senza te | |
| Senza te | |
| Senza te | |
| Senza te |
sábado, 12 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
As habilidades e atitudes do pensador crítico:
Exercitar as virtudes se faz necessário para se chegar a ética e posteriormente à humanização.
A maior parte de nosso conhecimento vem do que ouvimos e lemos, muito pouco nasce de nossas experiências pessoais. Vivemos de idéias, convicções e crenças alheias que recebemos de nossos pais, educadores, instrutores, pastores, diretamente ou através do rádio, televisão, cinema, livros, jornais e telas de computadores. Poucas vezes as informações chegam a nós de forma pura, pois vêem carregadas de paixões, interesses, preconceitos e mesmo de desinformação e ignorância.Prefiro ser essa metamorfose ambulanteDo que ter aquela velha opinião formada sobre tudoQuero dizer agora o oposto do que disse antes.Raul Seixas, Metamorfose Ambulante.
Temos de respeitar o direito de cada pessoa ter suas opiniões. Mas é muito difícil respeitar uma opinião quando ela é lamentavelmente desinformada, carregada de teorias conspiratórias sem sentido, fortemente influenciada por preconceitos e modismos e tristemente desprovida de razão.
As habilidades do pensador crítico
Os muito crédulos aceitam passivamente opiniões e idéias sem questionamentos. O pensador crítico é uma pessoa que tem a motivação para questionar e procura conhecer as diferenças entre a boa e a má opinião. Para ter sucesso nesta empreitada, além do domínio do processo de pensamento crítico, ele precisa desenvolver algumas habilidades essenciais:
- Ouvir e ler atentamente.
- Avaliar argumentos.
- Procurar e encontrar suposições explícitas ou implícitas.
- Determinar as conseqüências de uma afirmação.
Ele precisa também cultivar algumas atitudes que o mantém alerta para as oportunidades de exercitar seu pensamento crítico, tanto sobre suas opiniões e idéias, como alheias:
- Preocupação em se tornar e se manter bem informado.
- Curiosidade em relação a uma grande variedade de assuntos.
- Mente aberta com relação a pontos de vistas divergentes.
- Flexibilidade na consideração de alternativas e opiniões.
- Compreensão das opiniões de outras pessoas.
- Imparcialidade e objetividade na avaliação de argumentos.
- Honestidade ao encarar seus próprios preconceitos e inclinações.
- Prudência ao fazer, alterar ou suspender julgamentos.
- Disposição para reconsiderar e rever pontos de vista quando uma reflexão honesta recomenda mudança.
- Confiança nas suas habilidades de raciocínio.
Algumas sugestões para você exercitar suas habilidades e atitudes de pensador crítico e praticar as técnicas apresentadas nos três artigos anteriores:
- Ler ou reler algum dos vários livros sobre O Segredo e As Leis da Atração.
- Reler o livro de algum guru de auto-ajuda ou qualquer texto polêmico que tenha te impressionado recentemente.
- Ver ou rever o filme Uma Verdade Inconveniente de Al Gore.
- Ler artigos com opiniões divergentes sobre as causas e conseqüências do aquecimento global.
Termino esta série com uma frase do filósofo inglês Bertrand Russel:
Em todos os assuntos, é sempre saudável colocar um ponto de interrogação naquelas coisas que você há muito tempo tem considerado como certas.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
10 Razões para Não Acreditar na Bíblia

Quando um fiel é questionado de onde vem a autoridade da Bíblia a primeira reação é citar a própria bíblia em um argumento circular de pouco valor. Mas esse é um questionamento importante, pois se for derrubado todo o castelo de cartas cai por terra. Terá a Bíblia uma origem sobrenatural? Ela é confiável em tudo o que diz? Ela aborda mesmo todos os aspectos da vida humana? E finalmente, deve ser levada em consideração como um guia a ser respeitado mesmo por aqueles que sequer acreditam em sua mitologia?
Bom, aqui as respostas a todas estas perguntas, em ordem: Não. Não. Não. E sob luz das respostas anteriores: Não. Como posso ser tão enfático nestas negativas? Permita-me que eu explique. Estas são as 10 razões porque você não deveria acreditar na Bíblia:
1 - Contradições: Uma contradição é o que acontece quando duas ou mais afirmações são incompatíveis. A Bíblia está repleta de contradições e elas começam logo no primeiro capítulo de Gênese onde encontramos duas histórias sobre a criação que contradizem uma a outra, tanto na ordem dos acontecimentos como na maneira como as coisas são criadas.
2 - Duplicatas: Semelhante a contradição, porém mais sutis. Trata-se da repetição de uma mesma história na qual os personagens ou a ênfase são diferentes. Exemplos de versões conflitantes incluem os dois grupos de mandamentos, os três patriarcas prostituindo suas esposas e o censo dos Israelitas feito por Davi. De fato, é difícil encontrar uma única história da Bíblia que não venha em diferentes versões. Tais narrativas duplicadas e levemente diferentes colocam em dúvida a autenticidade das histórias assim como sua origem.
3 - Exageros: Parece que os autores da Bíblia não se satisfazem em contar uma história. O exagero chega a ser lugar comum e não raro toca o absurdo. Por exemplo, ao descrever uma enchente, é dito que ela foi tão grande que o topo da mais alta montanha ficou submerso. Enquanto uma inundação pode ser geologicamente identificada, não existe qualquer razão para uma pessoa sensata acreditar em algo de tão grande escala.
4 - Ciência: A Bíblia vai na contramão de praticamente todos os ramos da ciência. Ela afirma que os humanos e outros animais foram criados da maneira como são hoje. A Biologia ensina que evoluímos no percorrer de milhões de anos. A Bíblia afirma que a terra tem apenas alguns milhares de anos. A geologia demonstra que temos mais de bilhões de anos nas costas. Arqueologia e Antropologia por fim, riscam e corrigem uma a uma as narrativas bíblicas como a Arca de Noé e o Colapso de Jericó.
A Bíblia descreve a terra em termos da idade do bronze: um circulo chato, coberto por um domo, estacionário, estacionário no centro do universo que se move ao seu redor. Com o perdão do trocadilho ela está redondamente enganada. Qualquer criança bem informada sabe hoje que a terra é ovalada, rotaciona em seu próprio eixo, é orbitada por um satélite natural que chamamos de lia e órbita o sol, que também é rodeado por outros planetas com seus próprios satélites. Nosso sistema solar faz parte da Via Láctea que é apenas uma galáxia entre tantas outras no universo.
5 - História: A Bíblia também não possui qualquer respaldo histórico uma vez que frequentemente, conta histórias sobre as quais não existem quaisquer provas concretas. Talvez a maior delas seja a lenda do êxodo do Egito. Não é uma questão de não ter sido exatamente assim. Simplesmente nunca aconteceu. O mesmo ocorre com a história de Ester. E não apenas isso como muitas vezes conta a história de civilizações vizinhas de modo equivocado, como quando credita a Dario a conquista da Babilônia, quando de fato tratou-se de Ciro, da Pérsia.
6 - Crueldade: A Bíblia não deveria ser lida para crianças. Suas páginas estão repletas de crueldade de todo o tipo. Da execução de vítimas de estupro ao genocídio de etnias inteiras. Do apoio a escravidão ao mal trato de animais. Em muitos casos a violência não apenas não é combatida como é ordenada pelos autores. E de todos os problemas éticos da Bíblia, é o cristianismo que aponta a maior das injustiças ao amaldiçoar toda a humanidade pelos atos de rebeldia de dois indivíduos.
É um princípio básico de justiça que o inocente não será punido pelos erros do culpado. Nenhum ser racional preocupado com a justiça pune um inocente pelos crimes ( reais ou imaginários) de outra pessoa. O deus bíblico continuamente quebra este princípio e vez após vez pune um inocente pelos pecados de outros. De fato isso é tão presente que toda a religião judaico-cristã está baseada na idéia de expiação dos culpados pelo sangue dos inocentes.
7 - Anonimato: Apesar dos nomes legados pela tradição religiosa, ninguém sabe direito quem escreveu a maior parte dos textos bíblicos. Isso se aplica tanto ao antigo como ao novo testamento. também não sabemos nada sobre quando foram escritos e tudo sobre sua origem vem na verdade dos melhores "palpites" dos acadêmicos e historiadores. Se tivéssemos cinco estudiosos da bíblia em uma sala, teríamos sete opiniões diferentes sobre a autoria de cada livro. Para cada "Moisés jamais escreveu isso" existe um "Claro que não, foi Araão que escreveu" e um "Ambos estão errados foi Jacó que escreveu e mais um "Que absurdo foi Moisés que escreveu sim senhor." As apostas continuam e ninguém obviamente apresente qualquer prova.
8 - Absurdos: A bíblia promove uma visão completamente estranha de como entender o universo e as coisas que existem nele. Este mundo mágico inclue cobras falantes, mulas falantes, uma fruta que faz você ficar esperto, dedos flutuantes escrevendo em muros, uma árvore que deixa você imortal, comida caindo do céu, cajados virando serpentes, água virando sangue, pessoas voltando dos mortos, o sol parando por horas, bruxas lendo o futuro, anjos dormindo com humanas, pessoas que passam dias no estomago de uma baleia, virgens dando a luz e incontáveis aparições de anjos e demônios. Fascinante, sem dúvida uma literatura fantástica. Mas obviamente uma ficção.
9 - Concorrência: A Bíblia não é o único livro que reivindica ser a palavra de um deus, e é na verdade apenas uma entre muitos outras obras, como por exemplo o Alcorão, o Livro Egípcio dos Mortos, O Vedas, O Bhagavtah Guita, o Adi Granth, o Purvas, o Livro de Mórmon entre outros. Sem exceção todos os argumentos utilizados pelos defensores da bíblia pode também ser usado por estes outros livros e muitas vezes com ainda mais autoridade. Acreditar em todos seria um contra-senso. Acreditar em um uma ingenuidade.
10 - Versões: A Bíblia que conhecemos pode ainda ser encontrada em tanta versões que um buscador sincero inevitavelmente acabará sinceramente perdido. Existem várias versões, os Judeus tem suas versões do Antigo testamento, Católicos tem sua Bíblia, Protestantes tem a sua. Os Testemunhas de Jeová também tem a sua própria e todos clamam que estão com a única edição confiável. E mesmo destas versões existem incontáveis traduções, cada uma com a ênfase desejada pelo grupo que a promove.
Conclusão
Existe ainda muitas outras razões para não usarmos a Bíblia como base de nada, e talvez uma que deva ser mencionada é o comportamento alienante, perigoso, violento e intolerante daqueles que acreditam nesse livro cegamente. Se pelos frutos conhecemos a árvore, as pessoas que se alimentaram aqui estão passando mal. Os versículos da Bíblia têm sido usados para justificar mutilação física, xenofobia, homofobia, machismo, racismo, guerra e perseguição política e religiosa. Não apenas isso como é usada para justificar a restrição a muitas coisas, desde pequenos prazeres inofensivos até cuidados médicos a crianças que sofrem com a religião dos pais.Concluindo, a Bíblia teve um papel importante na história. Talvez tão importante quanto a Tráfico de Escravos e o Holocausto Nazista. Assim como estes ela é cheia de erros, contradições e absurdos. Se a inquisição, as cruzadas e a noite de São Bartolomeu não ensinaram nada, duvido que estas razões acima adiantem alguma coisa. Mas vale a tentativa. Sem medo posso dizer que muitos dos problemas de hoje existem não apesar da Bíblia, como crêem multidões, mas justamente graças a ela.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
A Bíblia proibida para menores de Robert Crumb
Acontece é que a maioria dos seguidores da bíblia simplesmente não plastificam em suas imaginações cenas como esta onde duas filhas combinam de abusar sexualmente do próprio pai:
"Nosso pai já é velho e não há homem no país para ter relações conosco segundo o costume de toda a terra. Vem, demos de beber vinho a nosso pai e deitemo-nos com ele, e preservemos descendência a nosso pai." — Gên. 19.31, 32.
Mas se as pessoas não tem coragem de encarar o que esta escrito, Robert Crumb teve. O gênio dos quadrinhos que ficou célebre com “Fritz, The Cat” fez sua versão ilustrada de Gênesis, o primeiro livro da bíblia. O texto da King James Bible não foi alterado e as cenas são simples representações do que é narrado. Ainda assim, o resultado foram páginas e páginas de pornografia, guerras e comportamento eticamente questionável.
Crumb teve o cuidado de colocar no seu livro um aviso "Recomendada a supervisão de um adulto para crianças". Uma aviso pertinente que deveria ser colocado na capa de cada bíblia disponível por ai. Isso é claro, se os cristãos se incomodassem de realmente lê-las. Não há ainda previsões para lançamento em língua portuguesa.
| | |
So Fine | |
| | |
| How could she look so fine | |
| How could it be she might be mine | |
| How could she be so cool | |
| I've been taken for a fool so many times | |
| It's a story of a man | |
| Who works as hard as he can | |
| Just to be a man who stands on his own | |
| But the book always burns | |
| As the story takes it turn | |
| An leaves a broken man | |
| How could she be so cool | |
| How could she be so fine | |
| I owe a favor to a friend | |
| My friends they always come through for me | |
| Yeah | |
| It's a story of a man | |
| Who works as hard as he can | |
| Just to be a man who stands on his own | |
| But the book always burns | |
| As the story takes it turn | |
| An leaves a broken man | |
| If you could only live my life | |
| You could see the difference you make to me | |
| To me | |
| I'd look right up at night | |
| And all I'd see was darkness | |
| Now I see the stars alright | |
| I wanna reach right up and grab one for you | |
| When the lights went down in your house | |
| Yeah that made me happy | |
| The sweat I make for you | |
| Yeah...I think you know where that comes from | |
| Guitar, come on | |
| Well I'd look right up at night | |
| And all I'd see was darkness | |
| Now I see the stars alright | |
| I wanna reach right up and grab one for you | |
| When the lights went down in your house | |
| Yeah that made me happy | |
| The sweat I make for you | |
| I think you know where that comes from | |
| How could she look so good(So good) | |
| How could she be so fine | |
| How could she be so cool | |
| How could it be she might be mine |
| | |
| How does it feel to treat me like you do? | |
| When you've laid your hands upon me | |
| And told me who you are | |
| I thought I was mistaken | |
| I thought I heard your words | |
| Tell me, how do I feel | |
| Tell me now, How do I feel | |
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| Those who came before me | |
| Lived through their vocations | |
| From the past until completion | |
| They'll turn away no more | |
| And I still find it so hard | |
| To say what I need to say | |
| But I'm quite sure that you'll tell me | |
| Just how should I feel today | |
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| I see a ship in the harbor | |
| I can and shall obey | |
| But if it wasn't for your misfortune | |
| I'd be a heavenly person today | |
| And I thought I was mistaken | |
| And I thought I heard you speak | |
| Tell me how do I feel | |
| Tell me now, how should I feel | |
| | |
| Now I stand here waiting... | |
| I thought I told you to leave me | |
| While I walked down to the beach | |
| Tell me how does it feel | |
| When your heart grows cold |
sábado, 29 de agosto de 2009


No meio das trevas, sorrio à vida, como se conhecesse a fórmula mágica que transforma o mal e a tristeza em claridade e em felicidade. Então, procuro uma razão para esta alegria, não a acho e não posso deixar de rir de mim mesmo. Creio que a própria vida é o único segredo.
Estranhos ensinamentos: Nietzsche-Deleuze.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Psicólogo,
Profundo conhecedor da mente e da alma humana.
Compreende o "por que" e o "como" do "sentir", do "pensar" e do "agir".
Contribui por meio de seu "olhar" para o desenvolvimento e evolução humano.
Acolhe e alivia a dor e o sofrimento de quem a ele recorre proporcionando-lhe equilíbrio entre a razão e a emoção.
Parabéns a todos os psicólogos por sua dedicação ao equilíbrio humano e pelo respeito ao indivíduo em toda a sua singularidade.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
The Road Not Taken [tradução]

Dois caminhos divergiam num bosque amarelado,
E triste por não poder viajar ambos
E ser um viajante, prolongadamente me detive
E olhei até ao fundo de um o mais que podia
Até onde este se curvava na vegetação;
Depois tomei o outro, tão justo tão honesto,
E tendo talvez a melhor pretensão,
Porque era relvado e queria uso;
Embora quanto a isso o passar ali
Tinha gasto ambos mais ou menos o mesmo,
E ambos naquela manhã igualmente se estendiam
Em folhas que nenhum passo havia escurecido.
Oh, deixei o primeiro para outro dia!
Embora sabendo como via leva a via,
Duvidava que devesse aqui voltar.
Direi isto com um suspiro
Algures num tempo futuro:
Dois caminhos divergiam num bosque, e eu –
Eu tomei o menos viajado,
E isso tem feito toda a diferença.
Robert Frost
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Wiki Commons |
![]() |
Pintura de H.J. Detouche (Paris, século XIX ) retrata Galileu mostrando seu telescópio a Leonardo Donato |
SÃO PAULO – Há exatos 400 anos, em 25 de agosto de 1609, Galileu Galilei apresentava ao mundo o telescópio, sua mais nova invenção.
Apesar de a data passar despercebida para muitos, trata-se de um dos mais importantes avanços tecnológicos da história. Não à toa, desde ontem, o Google mudou seu logotipo para homenagear a descoberta do astrônomo italiano – primeira pessoa a observar a Lua através de um telescópio.
A invenção foi um aperfeiçoamento de uma luneta patenteada em outubro de 1608 pelo holandês Hanz Lipperhey. Decidido a aprimorar o objeto, Galileu conseguiu, em menos de um ano, criar um telescópio de trinta aumentos que permitiu que fizesse inúmeras descobertas a respeito do espaço– e o colocou em muitos problemas com a Igreja.
Nascido em Pisa, no dia 18 de Fevereiro de 1564, Galileu Galilei ingressou aos 17 anos na faculdade de medicina, que abandonou para estudar e ensinar matemática. Tornou-se professor na Universidade de Pisa em 1589, e foi lá que se aprofundou em astronomia e nas teorias vigentes na época.
Ao observar o espaço com seu telescópio, Galileu percebeu que a crença de que a Terra era o centro do universo, um planeta singular ao redor do qual o Sol girava, estava completamente errada. Além de comprovar a tese de Nicolau Copérnico, que colocava a Terra girando ao redor do Sol, Galileu percebeu que ela era apenas mais um corpo celeste, entre tantos que existiam no espaço. O italiano também registrou uma série de fenômenos e características dos astros até então desconhecidas, como as Luas de Júpiter e os anéis de Saturno (na época, apesar de localizá-los, não pôde distinguir o que eram os objetos encontrados).
Em 1613, as descobertas de Galileu começaram a colocá-lo em situação delicada com a Igreja. Em seu livro Cartas sobre Manchas Solares, ele se pronuncia a favor da teoria de Copérnico. Alguns anos depois, julgado pelo Tribunal do Santo Ofício, foi proibido de divulgar ou ensinar suas idéias.
Desobedecendo às ordens, Galileu lança o livro Diálogo. Como resultado, em 1633, foi obrigado a se retratar formalmente por seus “erros” e, condenado por heresia, passou o resto da vida cumprindo prisão domiciliar em sua casa, em Sienna. Em 1638 Galileu ficou totalmente cego e faleceu dia 9 de janeiro de 1642.



One Last Breath | Um Último Suspiro |
| Please come now, I think I'm falling | Por favor, venha agora, eu acho que estou caindo |
| I'm holding on to all I think is safe | Eu estou me segurando em tudo que acho ser seguro |
| It seems I've found the road to nowhere | Parece que eu achei a estrada para lugar nenhum |
| And I'm trying to escape | E eu estou tentando escapar |
| I yelled back when I heard thunder | Eu gritei quando ouvi o trovão |
| But I'm down to one last breath | Mas estou no meu um último suspiro |
| And with it let me say | E com ele deixe-me dizer, |
| Let me say | Deixe-me dizer |
| Hold me now | Segure-me agora |
| I'm six feet from the edge and I'm thinking | Eu estou a seis passos do precipício e eu estou achando que |
| Maybe six feet | Talvez seis passos |
| Ain't so far down | Não sejam tão distantes assim. |
| Estou olhando para baixo agora que tudo acabou | |
| Refletindo sobre todos os meus erros | |
| Eu pensei que havia encontrado a estrada para algum lugar | |
| Algum lugar em sua graça | |
| Eu clamei aos céus "salve-me" | |
| Mas estou em meu último suspiro | |
| E com ele deixe-me dizer, | |
| Deixe-me dizer | |
| I'm looking down now that it's over | Segure-me agora |
| Reflecting on all of my mistakes | Eu estou a seis passos do precipício e eu estou achando que |
| I thought I found the road to somewhere | Talvez seis passos |
| Somewhere in HIS grace | Não sejam tão distantes assim |
| I cried out heaven save me | |
| But I'm down to one last breath | |
| And with it let me say | |
| Let me say | |
| Hold me now | Olhos tristes me seguem |
| I'm six feet from the edge and I'm thinking | Mas eu ainda acredito que tenha restado algo para mim |
| Maybe six feet | Então, por favor, venha ficar comigo |
| Ain't so far down | Porque eu ainda acredito que tenha restado algo para mim e para você |
| Para mim e para você | |
| Para mim e para você | |
| Hold me now | Segure-me agora |
| I'm six feet from the edge and I'm thinking | Eu estou a seis passos do precipício e eu estou achando |
| Maybe six feet | |
| Ain't so far down | |
| I'm so far down | |
| Sad eyes follow me | Segure-me agora |
| But I still believe there's something left for me | Eu estou a seis passos do precipício e eu estou achando que |
| So please come stay with me | Talvez seis passos |
| 'Cause I still believe there's something left for you and me | Não sejam tão distantes assim |
| For you and me | |
| For you and me | |
| Hold me now | Segure-me agora |
| I'm six feet from the edge and I'm thinking | Eu estou a seis passos do precipício e eu estou pensando que |
| Talvez seis passos | |
| Não sejam tão distantes assim | |
| Hold me now | Por favor, venha agora, eu acho que estou caindo |
| I'm six feet from the edge and I'm thinking | Eu estou me segurando em tudo que acho ser seguro |
| Maybe six feet | |
| Ain't so far down | |
| Hold me now | |
| I'm six feet from the edge and I'm thinking | |
| Maybe six feet | |
| Ain't so far down | |
| Please come now, I think I'm falling | |
| I'm holding on to all I think is safe | |
domingo, 23 de agosto de 2009

domingo, 16 de agosto de 2009
Dias Póstumo

Às vezes, num momento de sufoco,
nos sentimos mergulhados na escuridão
dos sentimentos negativos.
Os problemas nos parecem mais graves
e as soluções mais difíceis.
Mas, na verdade, nada está escuro
ao nosso redor.
A ansiedade é que nos tira a capacidade
de perceber a luz.
Pré-póstumos não-meus...
SERTRALINA + INCONSTÂNCIA NATURAL =
CAOS (cada caso é um caso)

Vallim: Follew, vc ja tomou sua droguinha?
Thallew: SIM! quer? (estende o braço e oferece gentilmente uma pílula de Sertralina)
Walyn: Humor completamente agitado, feliz excessivamente.
Walyn: crise de tristeza súbida com eminencia de choro.
Walyn: Pensamentos suicidas... somente isso.
Walyn: Felicidade total, não conseguia sentar na cadeira
Walyn: Todos com sono! walyn vai pro buteco com Kapet´s e Carlinha conversar e beber um poquinho
Walyn: Com sono..... durmiu!
quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me
embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo,
faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir
desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!
Luís Fernando Veríssimo
É Proibido
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
Carlos Drummond de AndradePosso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Definitivo
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

As noites parecem iguais, os dias parecem iguais… e tudo passa meio…
Meio sem sentido…
Meio sem amor…
Meio sem começo…
Meio sem final…
E ando meio distraído…Me distraio meio sem querer…
A felicidade de quem quero bem apenas reflete o meu egoísmo…
Espero por milagre. Talvez noites com sol…
Espero que me raptem… Talvez para avenida Atlântica…
Espero que estejam certos…
Espero que estejam errados…
Espero noticias, noticias do país vizinho
Ainda espero pelo acorde final…
Que a vida feche seu ciclo…
Que alguém olhe para trás…
Que alguém me veja a beira do meio fio…
Que alguém faça de mim alguém…
Ainda não sou ninguém…
Edson Duarte
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
O valor da tristeza...
Um estudo questiona a eficácia dos antidepressivos. E novas pesquisas mostram que a infelicidade pode ser boa para nós.
David Cohen, Amauri Segalla, kátia Mello e Martha Mendonça.
Quando foi lançado nos Estados Unidos, em 1987, o mais famoso medicamento antidepressivo do mundo chegou a ser apontado, pela revista Scientific American, como um “anjo que ilumina as trevas da alma”. O Prozac foi o primeiro de uma série de remédios que visam alterar o nível de serotonina, uma substância química do cérebro relacionada à sensação de prazer. Com as mudanças das últimas duas décadas no modo como a ciência médica encara a depressão, esses medicamentos se tornaram campeões de venda.
O número de pílulas consumidas no mundo inteiro pulou de 4 bilhões, em 1995, para 10 bilhões, em 2004, um aumento de 150%. No Brasil, também se registrou um salto. Há três anos, 20,6 milhões de comprimidos foram vendidos no país. No ano passado, foram 24,4 milhões (um aumento de 18,5%).
Por isso, um estudo lançado na semana passada na Public Library of Science Medicine (Biblioteca Pública da Ciência Médica) causou grande impacto. O pesquisador Irving Kirsch, da Universidade de Hull, no Reino Unido, e seus colegas revisaram os estudos clínicos de vários antidepressivos e concluíram que, nos casos de depressão leve, seus efeitos não são melhores que os de placebos. (Os placebos, pílulas sem substância ativa, são usados em um grupo separado de pacientes para avaliar quanto da melhora se deve ao remédio e quanto apenas ao efeito psicológico de ser atendido e medicado.)
Kirsch utilizou estudos que a indústria não havia divulgado. Os laboratórios foram obrigados a liberá-los pela Food And Drug Administration, o órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos. A indústria rebateu a conclusão, dizendo que Kirsch analisou poucos estudos. Além disso, outro estudo, lançado também na semana passada pelo Escritório Nacional de Pesquisas Econômicas dos Estados Unidos, afirma que o uso de antidepressivos ajuda a diminuir a taxa de suicídios.
Essa discussão provavelmente terá vida longa. E dá força a uma questão de fundo: s por que buscamos com tamanha avidez a felicidade? Boa parte do sucesso dos remédios está não numa epidemia de depressão, como apontou o psiquiatra Derek Summerfield em um recente artigo no Journal of the Royal Society of Medicine, mas numa “epidemia de receitas de antidepressivos”.
Os antidepressivos são um avanço extraordinário, diz o psiquiatra paulista Renato Del Sant, diretor do Hospital Dia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. “Mas, para receitá-los, é preciso uma avaliação longa e precisa. Hoje, os psiquiatras estão mais preocupados em acompanhar os avanços da neurociência do que em se debruçar no histórico do paciente, muitas vezes até por falta de tempo. Por isso, o diagnóstico está cada vez mais superficial.”
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Nessas horas, confunde-se tristeza com depressão. E dá-lhe remédio. É como se quiséssemos abolir de nossa vida toda e qualquer contrariedade. “Eu não tenho problemas de depressão, apenas de mau humor e timidez”, diz um internauta da comunidade Confissões de um Prozaquiano, que tem 160 membros no site de relacionamento Orkut. “Uso pelo estresse do dia-a-dia mesmo. É um santo remédio.” O próprio Del Sant é um exemplo contra o abuso. No ano passado, uma de suas filhas, Carlota, sofreu um acidente de trânsito e está em coma até agora. Já passou por 16 cirurgias. “Eu, minha mulher, Solange, e minha outra filha, Lorena, estamos profundamente tristes. Muitas vezes, choramos. Sentimos falta da nossa Carlota. Mas não estamos depressivos.”
Assustado com a enorme indústria que se formou em torno de nossa necessidade de ser felizes acima de tudo, um dos pioneiros do estudo da felicidade, o psicólogo americano Edward Diener – por muito tempo alcunhado de Doutor Felicidade – voltou atrás. Não à toa, seu próximo livro, em parceria com o filho, Robert Biswas-Diener, terá o título de Rethinking Happiness (Repensando a Felicidade). Diener não renega sua tese central, de que as pessoas felizes vivem mais (por ter sistemas imunes mais fortes) e são mais bem-sucedidas. Mas ele aprofundou suas pesquisas. Em geral, os estudos sobre o tema comparam pessoas felizes com pessoas infelizes. Desta vez, Diener comparou pessoas felizes e pessoas extremamente felizes. Aí, o resultado é outro. Os extremamente felizes vivem menos que os moderadamente felizes, e são menos bem-sucedidos.
Sua conclusão: há um nível de felicidade ótimo, além do qual ela se torna mais prejudicial que benéfica. Segundo ele, numa escala de 0 a 10, sendo 0 o sujeito miserável e 10 a pessoa inabalavelmente contente, o melhor é uma nota 8, nível médio de felicidade. Ele garante uma existência aprazível e traz uma margem de insatisfação que evita a letargia.
Como diz Diener, há uma lista enorme de pessoas que querem que você seja mais feliz – não importa quanto você já seja. Essa lista inclui os ativistas da psicologia positiva, uma corrente que se tornou preponderante nos Estados Unidos no fim da década de 90 e afirma que, em vez de apenas curar doenças, a medicina da mente deve tratar de elevar nosso bem-estar. Também inclui os autores de livros com receitas para sermos mais contentes, os políticos em quem você votou (porque a probabilidade é que os reeleja), os profissionais de auto-ajuda, os técnicos de laboratórios que buscam drogas cada vez mais eficazes para combater a tristeza. Até sua mãe, “porque ela o ama e provavelmente se sentirá um fracasso se você for uma pessoa infeliz”. Há, no entanto, uma corrente cada vez mais vigorosa contra essa indústria da felicidade. Ela inclui quatro vertentes de combate:
1. Felicidade tem limite
Nesse campo estão os argumentos apresentados por Diener: ser feliz demais não é bom. O contentamento em excesso torna as pessoas menos capazes, menos saudáveis, menos atentas a riscos. Além do pragmatismo de Diener, há uma questão de essência. “Cedo ou tarde na vida, cada um de nós se dá conta de que a felicidade completa é irrealizável”, escreveu o escritor italiano Primo Levi, um sobrevivente de um campo de extermínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial. “Poucos, porém, atentam para a reflexão oposta: que também é irrealizável a infelicidade completa. Os motivos que se opõem à realização de ambos os estados-limite são da mesma natureza, eles vêm de nossa condição humana, que é contra qualquer ‘infinito’.”
Há ainda uma terceira forma de entender os limites da felicidade. Só conseguimos ter a percepção de um sentimento em comparação com outros estados de ânimo. Como demonstram vários estudos, é a variação do humor que nos causa espasmos de alegria ou de tristeza. “Felicidade em excesso é indesejável, porque leva a uma capacidade menor de apreciá-la”, diz o historiador inglês Stuart Walton, autor de Uma História das Emoções, publicado no ano passado no Brasil. No livro, Walton examina as emoções que considera primordiais (como medo, raiva, tristeza e felicidade) e as relaciona à vida moderna. “Se você tem algo o tempo todo, não pode dizer se aquilo é bom ou ruim”, diz. “É preciso descartá-lo para saber se a tal coisa lhe oferece ganhos ou perdas.” Portanto, quem diz que é 100% feliz pode não estar falando a verdade. Felicidade, por definição, não é um estado de espírito permanente. Fosse assim, as pessoas seriam mais fortes na vida.
“A felicidade pode chegar com um amor, com uma conquista, com um fato que transformou de maneira positiva o indivíduo”, diz Walton. “Mas ela não fica para sempre. De uma hora para outra, pode e provavelmente vai partir.” Assim como a infelicidade.
| Ser feliz demais não é bom. O contentamento em excesso torna as pessoas menos capazes, menos saudáveis e menos atentas a riscos. |
2. Sem obstáculos, não há vitória
Uma segunda defesa da tristeza pode ser resumida pelo famoso ditado do filósofo alemão Friedrich Nietzsche: “O que não me mata me torna mais forte”. Ele aponta para o valor da adversidade. Como disse Paulo, em sua Carta aos Romanos: “O sofrimento produz resistência, a resistência produz caráter e o caráter produz a fé”.
Algumas pessoas que passam por grandes traumas, como a perda de um ente querido, relatam que se tornaram mais completas depois de passar pela experiência, afirma o psicólogo Jonathan Haidt, da Universidade de Virgínia, nos EUA, em seu livro The Happiness Hypothesis (A Hipótese da Felicidade). “Quem passa por episódios traumáticos aprende a se conhecer melhor e passa a valorizar as coisas que realmente têm importância”, escreveu Haidt. Elas dão mais valor à amizade, à família, ao tempo livre, apreciam o que têm e entendem melhor seus limites.
“Só quem vive emoções profundas e passa pela dor e pelo sofrimento é capaz de se realizar na plenitude. O homem é um ser ambíguo”, diz o filósofo brasileiro Franklin Leopoldo e Silva, que no ano passado publicou um livro chamado Felicidade – Dos Filósofos Pré-Socráticos aos Contemporâneos.
Não é por algum ingrediente precioso que o sofrimento molda o caráter. Para Haidt, isso acontece porque nós somos seres viciados em contar histórias. O que sabemos sobre nós mesmos é um relato que continuamente reescrevemos, escolhendo o que lembrar do passado e o que projetar para o futuro. As adversidades nos ajudam a criar histórias melhores. (Ou você acha que a Branca de Neve seria um bom conto se a bruxa nunca a tivesse envenenado? Hamlet teria feito sucesso se não vivesse atormentado pelo drama do assassinato de seu pai?)
É claro que os traumas, assim como podem “purificar”, podem matar. Ou estragar uma vida inteira. Crianças são especialmente suscetíveis. Algumas pesquisas mostram que a melhor época para enfrentar um grande desafio na vida é a que vai do início da adolescência até os 20 e poucos anos – quando é assim, a probabilidade de o episódio servir de estímulo, em vez de fator de paralisia, é maior.
Os estudos modernos estão de acordo com as teses levantadas há meio século por um dos maiores estudiosos de mitologia do mundo, o americano Joseph Campbell. No livro O Herói das Mil Faces, ele descreve um esquema comum a quase todos os grandes mitos da humanidade, incluindo as grandes religiões. Para se tornar um herói, a personagem recebe um “chamado”, tenta rejeitá-lo, é obrigada finalmente a aceitar a missão, viaja, passa por alguma provação, encontra alguém ou algum objeto mágico que lhe forneça uma revelação, volta mais forte, vence o obstáculo inicial e, com isso, liberta os demais, ou lidera-os no caminho da redenção. Pense em seu herói favorito, ou na história de Moisés, Jesus, Maomé, Buda, e compare com o roteiro de Campbell.
Por que é sempre assim? Para Campbell, essa trajetória faz parte de nossa psique. Em nossa formação individual, passamos também por um enredo parecido. Somos os heróis de nossa história. Quando o obstáculo é feroz demais, ou quando nos perdemos no deserto, estabelece-se o quadro neurótico. Nesses casos, o remédio é indicado. Mas tomá-lo antes de ter a oportunidade de confrontar nossos demônios é desperdiçar a oportunidade de crescer.
Marvin Minsky, um dos pais da inteligência artificial e pesquisador do MIT, nos EUA, uma das universidades mais renomadas do mundo, resumiu a questão de forma precisa. “Se pudéssemos deliberadamente controlar nossos sistemas de prazer, seríamos capazes de reproduzir o prazer do sucesso sem a necessidade de realizar coisa alguma – e isso seria o fim de tudo.”
| Pessoas que passam por grandes traumas, como a perda de um ente querido, aprendem a valorizar as coisas que realmente importam. |
3. A alegria ou a vida
Um terceiro ponto de defesa da tristeza vem da teoria evolucionista. Os sentimentos negativos, como angústia, tristeza e pessimismo, fazem parte de nossa natureza. A seleção natural os favoreceu porque, se não os tivéssemos, seríamos presas fáceis de adversidades. Imagine um homem pré-histórico extremamente feliz e despreocupado, saindo desarmado no meio da selva. Se esse ancestral existiu algum dia, ele morreu, provavelmente comido por um grande felino. O que sobreviveu, e deu origem à espécie humana, foi seu primo preocupado, atento – por vezes angustiado e rabugento. É assim com todos os animais. O estado de tensão é uma condição necessária à vida.
No livro Felicidade, o economista Eduardo Giannetti aponta outros riscos que o contentamento exagerado traria para a sobrevivência da civilização. Segundo Giannetti, a invenção de uma pílula que provesse todos os cidadãos de felicidade provocaria danos irreparáveis ao mundo. Na ausência de sentimentos negativos como culpa, vergonha, remorso e arrependimento, todos eles neutralizados pelo tal remédio, haveria um enfraquecimento do respeito às normas morais de convivência. As pessoas não se sentiriam psicologicamente inibidas para praticar atos terríveis porque, ao tomar a pílula, deixariam de sentir culpa ao prejudicar alguém. O resultado seria o caos completo, que muito provavelmente resultaria no aniquilamento do mundo tal qual o conhecemos.
É durante as fases de depressão que surgem os questionamentos que despertam a criatividade da pessoa atormentada.Mais Do Que Imaginei

Quis enganar meu coração
Mas foi em vão, a verdade vem e não dá
E eu só penso em te encontrar
Eu quero o teu amor
Se eu disser que perdi a direção
Se eu disser que machuquei meu coração
Quando eu disse não
Tudo que eu vejo só lembra você
E é impossível te esquecer
Por isso, vem amor
De tudo que vivi você foi mais
Do que eu imaginei ser capaz
Se eu tiver todo o teu calor outra vez aqui
Olhe bem para os meus olhos
Pra sentir, quanto eu sofri
Hoje eu sei que preciso de você
E não dá pra imaginar te perder
Eu amo o teu amor
De tudo que vivi você foi mais
Do que eu imaginei ser capaz...
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Gripe suína A(H1N1) - Comparação com a Pandemia de 1918


Passados 91 anos da temida pandemia daquela que foi chamada de “gripe espanhola”, pouco se houve falar no Brasil acerca das vítimas da temível doença que assolou o mundo em 1918/1919.
Para quem tiver interesse, recomendo o livro “A gripe espanhola em São Paulo, 1918: epidemia e sociedade, de Claudio Bertolli Filho, publicado pela editora Paz e Terra S/A, ISBN 85-219-0586-6.
Trata-se de um trabalho de mestrado do autor, sendo uma obra de valor histórico imprescindível para aqueles que querem saber um pouco mais sobre o que ocorreu de verdade naquela época.
Permito-me aqui a descrever pequenos trechos da obra, (págs. 71/73), que servem de um alerta às autoridades e à população menos cuidadosa, como comparativo ao que vemos hoje:
“Renunciando à questão da determinação da origem geográfica da pandemia, sabe-se que essa primeira vaga gripal em poucos meses espalhou-se por todo o continente europeu e também pela Nova Zelândia, África do Sul e América do Norte. Com um grau de letalidade nada diferente das epidemias de influenza ocorridas no século XIX, a gripe estava praticamente extinta em fins do mês de julho do mesmo ano de 1918. Considerada uma manifestação epidêmica pouco grave e de curta duração, a influenza não constituiu, nesse período, motivo de alarde para nenhuma sociedade.
Em fins de agosto de 1918 iniciou-se a segunda vaga epidêmica, caracterizada por altas taxas de infectividade, patogenecidade e virulência. Até fins de novembro, praticamente todos os quadrantes do mundo já haviam entrado em contato com a gripe, excetuando-se a Austrália que, em razão de uma rígida política sanitária, só foi invadida pela moléstia em janeiro do ano seguinte.
Nesse período a epidemia ganhou traços próprios que a distinguiram de suas antecessoras. A virulência da gripe, isto é, a letalidade da doença, se antes era de um único óbito em cada 10 mil infectados, dirante a segunda vaga elevou-se para 300 mortes. Ainda mais, os estudos sobre essa pandemia são unânimes em afirmar que a população adulta era a mais vitimada pela influenza: cerca de 50% de todos os óbitos gripais ocorridos da Europa e nos Estados Unidos deu-se em indivíduos que contavam entre 20 e 35 anos de idade.
A epidemia grassou principalmente no meio urbano, permanecendo ativa por cerca de seis semanas, quando foi perdendo as características de alta virulência e infectividade, fato que constitui até hoje uma das grandes incógnitas da questão gripal.
A mortalidade gripal foi imensa….”
“… Os estudiosos do assunto estão longe de um consenso sobre o número de pessoas infectadas pelo vírus gripal durante a pandemia de 1918-1919. Contudo, fala-se em um mínimo de 200 milhões de atingidos. Linus Pauling amplia este número para 80 ou 90% de toda a população mundial, algo em torno de um bilhão de indivíduos….”
“… Quanto ao total de óbitos por influenza, os especialistas são mais cordatos. Calcula-se que a pandemia de 1918-1919 foi responsável por cerca de 20 milhões de mortes, cifra próxima a 1,5% de toda a população mundial do período. Em outros termos, a pandemia gripal matou um número de pessoas bem superior à Primeira Guerra Mundial em todo seu curso.”
Diante do relato de fatos verídicos, vê-se porque de minha preocupação e de alguns colegas, pelo que pedimos maior atenção às autoridades, eis que trazendo à tona fatos históricos perdidos no tempo, vê-se muitas semelhanças que não devem ser ignoradas, e não apenas por se tratar do mesmo tipo de vírus, mas também pelo quadro que se vislumbra atualmente.
A importância do acompanhamento do que ocorre em todas as regiões afetadas pelo H1N1 deve-se ao fato de que a qualquer momento o vírus mutar a ponto de trazer novamente as terríveis manchetes de 1918/1919, e que caso isso ocorra, estaremos diante da que pode ser a maior tragédia da humanidade.
Torcendo para estar errado, mas com receio do que pode vir a ocorrer, o fundamental é a prevenção.
terça-feira, 28 de julho de 2009
O valor do Tempo...

Os nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um fato inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar.
Bertrand RussellO meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.
Fernando PessoaNão, Tempo, não zombarás de minhas mudanças!
As pirâmides que novamente construíste
Não me parecem novas, nem estranhas;
Apenas as mesmas com novas vestimentas.
William Shakespeare
Para entender o valor de um ano:
Pergunte a um estudante que não passou nos exames finais;
Para entender o valor de um mês:
Pergunte a mãe que teve um filho prematuro;
Para entender o valor de uma semana:
Pergunte ao editor de uma revista semanal;
Para entender o valor de uma hora:
Pergunte aos apaixonados que estão esperando o momento do encontro;
Para entender o valor do minuto:
Pergunte a uma pessoa que perdeu o avião, o trem, ou o ônibus;
Para entender o valor de um segundo:
Pergunte a uma pessoa que sobreviveu a um acidente;
Para entender o valor de um milisegundo:
Pergunte a uma pessoa que ganhou a medalha de prata nas olimpiadas;
O tempo não espera por ninguém.
Valorize cada momento de sua vida.

sexta-feira, 17 de julho de 2009
Ao longo da História, gênios realizaram suas grandes obras em estado extremo tormento. Descobriu-se recentemente a ligação entre a depressão e a criação. Os criadores, quando estão deprimidos, são capazes de grandes feitos. É nessa hora que eles produzem menos e com maior qualidade - e alcançam a maestria. | |
![]() | Ludwig Van Beethoven (1770-1827) Um dos maiores gênios musicais da História, o compositor erudito alemão era atormentado pela depressão, agravada por seu problema de surdez e por amores impossíveis que colecionava |
![]() | Friedrich Nietzsche (1844-1900) O filósofo alemão era depressivo e suicida. Aos 40 anos, teve crises de loucura, sendo internado em um sanatório. A doença não o abandonou até a morte |
![]() | Vincent Van Gogh (1853-1890) O pintor holandês sofreu de depressão durante toda a vida. Expressava seu desequilíbrio nas pinceladas irregulares e cores sombrias que marcaram algumas de suas fases. Matou-se com um tiro no peito |
![]() | Edvard Munch (1863-1944) Sofreu de depressão e foi internado em um sanatório. Chegou a dizer que sua saúde mental era a catalisadora de sua pintura. O quadro O Grito é um ícone do expressionismo |
![]() | Alberto Santos Dumont (1873-1932) Suspeitou-se que o aviador tivesse esclerose múltipla ou depressão profunda. Mas ele sofria de bipolaridade. Os transtornos constantes o levaram a cometer suicídio |
![]() | Fernando Pessoa (1888-1935) Triste e melancólico na vida e na obra, o escritor português multiplicou seu “eu” em diversas personalidades literárias. O Livro do Desassossego é o retrato dessa depressão. Entregou-se à bebida e morreu de complicações hepáticas |
![]() | Clarice Lispector (1920-1977) No fim da década de 60, com o filho doente de esquizofrenia e em dificuldades financeiras, a escritora caiu em depressão. A melancolia se reflete em seus escritos |
![]() | João Cabral de Melo Neto (1920-1999) O escritor pernambucano, autor de Morte e Vida Severina, sofria de uma doença degenerativa que lhe causava depressão. Era atormentado por uma constante dor de cabeça e sua segunda mulher, Marly, o ajudava a escrever |
![]() | Woody Allen (1935-) Em 2005, o diretor americano deu entrevistas dizendo que fez mais de 30 filmes como uma forma de “distração” contra uma forte depressão que tem desde muito jovem |
![]() | Janis Joplin (1943-1970) A cantora americana de blues sofria de depressão desde a adolescência, quando foi alvo de piadas dos colegas. Dizia que cantar era sua salvação. Bebia muito. Morreu por overdose de heroína |
![]() | Jim Morrison (1943-1971) O vocalista do grupo The Doors vivia em depressão, o que se refletia em suas letras. Era fã de Nietzsche. Nos shows, bebia e xingava a platéia. Quando soube da morte de Janis Joplin, disse que seria o próximo. Foi encontrado morto numa banheira, em Paris |
![]() | Elis Regina (1945-1982) Sofria de bipolaridade, alternando depressão e euforia. A maior intérprete da música brasileira morreu de overdose de cocaína com álcool. |
O valor da tristeza...
O HUMOR DA MUSAO enigma de Mona Lisa foi “decifrado”: ela seria 83% feliz e 17% infeliz
A angústia dos gênios
O ponto mais polêmico dos novos defensores da tristeza é o vínculo entre realização criativa e a angústia. Não se trata, aqui, de defender um pouco menos de felicidade. É o próprio poder de um estado melancólico que está sendo reavaliado. Não faltam exemplos de pensadores, artistas e realizadores estimulados por estados de depressão, angústia ou tristeza – constante ou, ao menos, temporária. Do presidente americano Abraham Lincoln, que aboliu a escravidão e venceu a Guerra de Secessão, autor de alguns dos melhores discursos políticos da História, a Woody Allen, que diz ter dirigido dezenas de filmes sob o signo da melancolia, de John Lennon a Elis Regina, de Fernando Pessoa a Salvador Dalí, os casos se multiplicam.
Teriam eles produzido o que produziram se não fossem atormentados? Ludwig van Beethoven teria composto a Nona Sinfonia se, em vez de usar a música para aquietar o espírito, tomasse antidepressivos? Beethoven era uma espécie de infeliz crônico, mal que foi agravado por seu problema de surdez. O brasileiro Alberto Santos Dumont desenhava projetos de aeronaves quando estava triste. Segundo seus biógrafos, é provável que ele sofresse de depressão profunda.
“Há estudos que comprovam a relação entre as oscilações de humor e a criatividade”, afirma Luiz Alberto Hatem, vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. “Van Gogh e Wagner, quando deprimidos, produziam menos obras artísticas, mas de maior qualidade. É durante as fases de dor e depressão que surgem as produções mentais, os questionamentos que não povoam a vida mental habitual.”
Uma das idéias que Giannetti discute em seu livro é que a felicidade completa pode trazer paz e alívio, mas ao custo de aniquilar o que a humanidade tem de melhor – a capacidade de criar, ousar e experimentar. É uma reflexão derivada de um famoso dito do filósofo inglês John Stuart Mill: “É melhor ser um Sócrates insatisfeito que um porco satisfeito”.
A reflexão pode ser estendida até para países. Em seu ensaio A Democracia na América, publicado em 1835 e 1840, o pensador francês Aléxis de Tocqueville escreveu, numa comparação entre a agitação dos Estados Unidos e a letargia européia: “Chega-se a pensar que a sociedade (européia), tendo consolidado todas as benesses, não anseia por mais nada, exceto descansar e usufruir o que conquistou”. O direito à busca da felicidade está inscrito na Declaração da Independência dos Estados Unidos. É uma formulação sábia. Essa busca parece tornar as pessoas mais ativas. É um estado diferente do de quem já está contente.
Esta é, aliás, uma filosofia que impregna o mundo do trabalho. A frase mais célebre do fundador da empresa de chips Intel, Andrew Grove, é: “Só os paranóicos sobrevivem”. Refere-se a um mundo de tanta concorrência que, se você não está atento o tempo todo, é ultrapassado.
Desde os anos 90, isso se traduziu no mundo do trabalho em dois conceitos onipresentes. O primeiro é o combate à “zona de conforto”. Esta seria aquela situação em que o profissional está tão bem que não se sente desafiado a progredir. Daí, também, outro célebre jargão do mundo do trabalho: o de que as pessoas devem ser motivadas por desafios. O segundo é a idéia do “estresse positivo”. É um conceito que veio da medicina. Assim como descobriram que existe um colesterol bom e um colesterol ruim, os pesquisadores também identificam um estresse positivo – que leva à ação –, oposto do estresse negativo, que traz a apatia. Entre um e outro, em geral, a diferença é o tamanho do desafio, diante das condições para realizá-lo.
Na vida prática, portanto, já se sabe que um porcentual de tristeza, estresse, angústia é necessário para realizar um bom trabalho. E por que um bom trabalho é preferível a um trabalho medíocre, sem sofrimento? Para muita gente, não é. Mas é importante lembrar que felicidade não é nosso único ideal. Queremos todos ser felizes, claro, mas também queremos deixar um legado, educar bem os filhos, vencer uma competição ou outra. Cabe a cada um traçar seus objetivos, e entender quanto de sacrifício eles podem demandar.
Nessa equação, tornar-se refém da felicidade é um erro. Vivemos numa sociedade imediatista, que nos impõe uma urgência em resolver os problemas de forma rápida e prática, sem ter de suportar a dor e a tristeza. “As pessoas não têm paciência para a infelicidade”, diz o filósofo Renato Janine Ribeiro. “Num mundo altamente competitivo, estar triste pode ser interpretado como sinal de fraqueza, e isso ninguém quer.” A busca da felicidade tem o potencial de nos tornar infelizes.
O conselho de Diener para nos orientar é: “Seja um pouco como a Mona Lisa”. Ele diz que uma recente análise das expressões da mais famosa pintura de Leonardo da Vinci estabeleceu que seu sorriso enigmático revela 83% de felicidade e 17% de infelicidade. É justamente nesse espaço de tristeza, diz Diener, que reside seu poderoso encantamento.
| “As pessoas não têm paciência para a infelicidade. Num mundo altamente competitivo, estar triste pode ser interpretado como um sinal de fraqueza, e isso ninguém quer” |
sábado, 11 de julho de 2009
Nunca ninguém sabe
Nunca ninguém sabe se estou louco para rir ou para chorar
Pois o meu verso tem essa quase imperceptível tremor...
A vida é louca, o mundo é triste:
vale a pena matar-se por isso?
Nem por ninguém!
Só se deve morrer de puro amor!



















































